sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A suspensão é responsável pela estabilidade do carro

Conheça quais são os sinais de desgaste desse sistema tão importante e saiba como mantê-lo bem cuidado

A suspensão é um sistema que tem a função de absorver as vibrações e choques das rodas, proporcionando conforto aos ocupantes do veículo e garantindo o contato das rodas com o solo. E mais importante: é elemento vital para assegurar os níveis pretendidos de estabilidade do veículo, nas freadas, em curvas, e em situações onde o melhor comportamento do veículo é solicitado de forma crítica.

É vital para a segurança ativa do veículo, ajudando a não comprometer a integridade física do usuário.

Formada por uma série de componentes (amortecedores, molas, bandejas, braços, pivôs, buchas, barra estabilizadora e bieletas), a suspensão sofre desgaste natural com o uso, podendo prejudicar o desempenho do veículo que fica mais vulnerável ao fazer curvas, ao trafegar em solos irregulares e outras situações comuns em estradas e ruas do País.

Por isso, é fundamental que o motorista fique atento aos sinais que indicam a necessidade de substituição desses importantes componentes. Formas de dirigir mais agressivas podem provocar um desgaste maior e prematuro da suspensão. É diferente passar por buracos e crateras de uma maneira cuidadosa em baixa velocidade do que frear bruscamente ou simplesmente ignorar esses obstáculos sem reduzir a velocidade.   Imagine esse hábito sendo repetido todos os dias, não há suspensão que agüente o tranco. A não ser no caso dos veículos produzidos para enfrentar solos acidentados, como os 4X4. Sendo assim, o melhor a fazer é maneirar quando não der para desviar desses inconvenientes, mas inimigos permanentes dos automóveis.    Para ajudar a identificar os problemas e sintomas que podem ocorrer na suspensão, veja algumas dicas:

Amortecedores
Problema: amortecedores gastos deixam de exercer a sua função e ficam sem ação, o que leva ao desgaste prematuro dos componentes da suspensão.Sintoma: Veículo sem estabilidade e barulho na suspensão.
Molas
Problema: quando estão gastas ficam sem ação e provocam o desgaste prematuro dos componentes da suspensão. Sintoma: veículo sem estabilidade e barulho na suspensão.
Bandejas e braços
Problema: danificadas e buchas gastas. Sintoma: barulho na suspensão e dirigibilidade comprometida.
Pivôs e buchas
Problema: folga ou gastos. Sintoma: Barulho na suspensão.
Barra estabilizadora e bieletas
Problema: folga ou gastos. Sintoma: veículo sem estabilidade e barulho na suspensão.
Prevenção
Antes de mais nada, não ignore os sinais (acima mencionados) que o seu veículo estiver emitindo para você.
Siga rigorosamente a quilometragem especificada pelo fabricante para a manutenção preventiva, alinhamento e balanceamento dos pneus.

Não modifique a originalidade da suspensão (diminuir o comprimento das molas, alterar diâmetro de rodas/pneus, etc). Lembre-se que o fabricante investiu muito tempo, conhecimento e dinheiro para produzir o seu veículo e garantir sua segurança e desempenho. Alterações na sua estrutura, principalmente nos itens que afetam diretamente a segurança, são muito arriscadas.

Ou seja, o sistema de suspensão é considerado parte integrante da segurança veicular ativa dos veículos e responsável por suavizar as trepidações do conjunto pneu/roda com o solo, garantindo a dirigibilidade e estabilidade do veículo. Portanto, cuide bem para manter o seu veículo sempre seguro.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dicas para prolongar a vida útil da embreagem

Trânsito pesado, a forma como o motorista dirige e topografia da cidade influenciam no desgaste da embreagem.

Trânsito lento faz com que o motorista, em horário de pico, não ultrapasse os 40 km por hora, tendo de trocar a marcha de primeira para segunda o tempo todo. Esse processo de acelerar e brecar é enfadonho para o motorista que nem imagina como isso pode afetar a vida útil da embreagem do seu veículo, pois é o fato de ficar parado no trânsito, engatando primeira e segunda marcha diariamente que contribui para o desgaste prematuro desse sistema.



Em geral, a embreagem tem vida longa, pode chegar aos 100.000 km, mas, em cidades de trânsito pesado ou de topografia acidentada como Bento Gonçalves pode contribuir para o desgaste da peça prematuramente, encurtando quase pela metade a sua durabilidade.

O simples fato de parar o veículo em um semáforo na subida com o pé no pedal da embreagem desnecessariamente contribui para o seu desgaste prematuro.  O melhor é deixar o carro em ponto morto sempre que parar em semáforos. Por isso, que em cidades com topografia acidentada, com muitas ladeiras, a embreagem é mais usada e se desgasta mais rápido, diferente do que ocorre quando o veículo é utilizado em localidades planas. O mesmo acontece quando o veículo roda mais em estradas porque é possível percorrer longos trechos sem precisar ficar trocando o tempo todo de marcha, ao contrário do que acontece em cidades com trânsito intenso.

Em São Paulo, por exemplo, o motorista de táxi chega a trocar de marcha mais de 1.000 vezes ao dia. Haja paciência!

A embreagem é um dispositivo formado pelo disco, platô e rolamento, que fica localizado entre o motor e o câmbio e que se movimenta para gerar força e pressão, permitindo o acionamento do engate das marchas. São peças de desgaste, assim como a sola do sapato, e basta ligar o veículo que elas entram em ação para que o motorista dê a arrancada. Essa engrenagem também envolve outros componentes periféricos como molas e anéis de atrito, todos se movimentam quando a embreagem é acionada.


Para o motorista, somente o pedal fica visível que é de aço e revestido por uma capa que, ao se deslocar, também promove atrito. O pedal é conectado à embreagem por meio de cabo ou sistema hidráulico, dependendo do modelo do veículo. O importante é saber que cada tipo de carro tem um esforço adequado para o pedal que é o melhor indicativo para avaliar o estado da embreagem.


À medida em que a embreagem se desgasta, o pedal sobe e se não for regulado pode ficar seis centímetros mais alto do que o pedal do freio. Essa diferença é bem fácil de identificar e indica que está na hora de levar o carro para um mecânico de confiança que utiliza um aparelho específico para verificar como está o nível do esforço do pedal. Outra forma de avaliar é verificar se o pedal está duro. Com o desgaste do uso, o esforço no pedal para fazer a troca de marchas aumenta gradativamente, o que muitas vezes faz com que o motorista nem perceba a mudança. Somente quando ele vai dirigir outro veículo do mesmo modelo que o dele é que pode sentir a diferença e perceber que o pedal do seu carro está mais duro. O esforço do pedal pode aumentar, quase que triplicar, passando de 9 quilos para 30 quilos. E o motorista se acostuma com a mudança que é paulatina até chegar o momento do estado terminal do desgaste natural do sistema que deixa sinais bem característicos, como o motor faz barulho, o carro patina sai até fumaça, a marcha é engatada, mas o carro não sai do lugar. Por isso, quando o carro começar a patinar é melhor verificar o que está acontecendo.

Além do desgaste natural das peças, a embreagem também pode ter o seu funcionamento comprometido por outros motivos. Como o carro é um sistema integrado de peças e componentes, tudo está interligado. Se houver vazamento de óleo do motor ou do câmbio, a embreagem corre sério risco de ser danificada porque ela fica entre esses dois componentes que utilizam lubrificantes (motor e câmbio). Se ocorrer a contaminação, a embreagem perde totalmente a sua função e o processo é irreversível.

É por isso que os fabricantes recomendam que ao trocar a embreagem, sempre utilizando peças de qualidade e que atendam às especificações exigidas pela marca do veículo, os retentores de óleo sejam checados, pois se a embreagem for trocada e existir vazamentos no motor ou no câmbio, todo trabalho será em vão. O mesmo se aplica para as peças periféricas (garfo da embreagem, volante do motor e rolamento da ponta do eixo piloto).

Não adianta solucionar o problema pela metade, é necessário avaliar todos componentes estão ligados de alguma forma ao processo, podendo comprometer o seu funcionamento.

De uns tempos para cá, com a evolução da tecnologia embarcada nos automóveis, quando a embreagem precisa ser trocada já vem o kit completo com platô, rolamento e disco. Não há mais a comercialização separada de um desses produtos por entender que o sistema é composto por essas três peças que se desgastam com o uso e o funcionamento da embreagem, dependendo da qualidade e do estado em que elas se encontram.

E é conhecendo mais sobre o assunto é que se pode avaliar melhor e conhecer o carro e a melhor forma de mantê-lo em bom estado para garantir a segurança do motorista e ocupantes, além valorizá-lo na hora da revenda.


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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Cuidados com a bateria garantem vida útil longa

Conheça os vilões da bateria de seu carro

A bateria é um acumulador elétrico que armazena energia na forma química e posteriormente a converte em corrente elétrica para atender as necessidades de funcionamento do veículo. Esse componente é constituído de placas de chumbo (positivas e negativas), separadores e solução de ácido sulfúrico (eletrólito) que ficam acomodados dentro de uma caixa plástica com separações internas. A transferência de energia para o veículo é efetuada através dos cabos conectados nos seus pólos (positivo e negativo).

A principal função da bateria é fornecer a energia necessária para partida do motor do veículo, além de alimentar todo o seu sistema elétrico quando o motor não estiver em funcionamento. Também auxilia o alternador por tempo determinado se por algum motivo ele não conseguir fornecer a totalidade da corrente elétrica necessária. Adicionalmente, estabiliza a tensão do sistema elétrico como um todo.

Existem baterias de várias tecnologias. As mais modernas são as seladas ou livres de manutenção e com adição de liga de prata. Atualmente, toda a bateria automotiva no mercado brasileiro contém eletrólito (solução de ácido sulfúrico e água) seja ela selada ou convencional (com rolhas).  Independentemente da tecnologia utilizada (selada ou não selada) todas produzem gases quando em utilização.

As baterias seladas têm um respiro, por onde escapam os gases. Se os gases fossem retidos dentro dela, com o tempo, o aumento de pressão faria a bateria explodir. O termo selada é utilizado de forma exagerada uma vez que nenhuma bateria é completamente fechada porque possui respiro.

Os modelos de livre de manutenção estão relacionados com os materiais que são utilizados em sua fabricação e não se a bateria é selada ou com rolhas. Entende-se como bateria livre de manutenção aquela que é construída com uma liga que produz baixa liberação de gases, seguindo as normas do BCI (Battery Council Internacional). Portanto, bateria livre de manutenção não precisa ser selada.

Também existem várias tecnologias que utilizam prata como elemento de liga para fabricação de baterias. No Brasil, existem modelos com grades fundidas e outras com grades expandidas. As baterias com grades expandidas (de última geração) são mais duráveis e com maior desempenho. No Brasil, há fabricantes que produzem baterias com liga de prata com grades expandidas.

O funcionamento de uma bateria é resultado da reação eletroquímica de três componentes: placa positiva (contém dióxido de chumbo (Pb02), placa negativa (contém chumbo puro esponjoso Pb) e ácido sulfúrico que fornece íons de hidrogênio e sulfato (H2S04).

Ao submergir as placas positiva e negativa na solução de ácido sulfúrico diluído gera-se uma tensão de 2,1 Volts. Se ligarmos um circuito elétrico haverá uma circulação de corrente e após uma descarga esses elementos podem retornar a condição inicial mediante uma recarga fazendo circular uma corrente elétrica em sentido contrário ao da descarga.

Para medir a quantidade de energia que a bateria consegue armazenar utiliza-se a unidade ampere-hora (Ah). O teste é feito descarregando-se a bateria com uma corrente específica até atingir uma tensão final de 10,5V na bateria.

É importante frisar que ao descarregar a bateria ocorrem reações que consomem o sulfato (SO4-2) do ácido, fazendo com que haja cada vez menos ácido sulfúrico na solução, portanto quanto mais descarregada estiver uma bateria menor será sua densidade.

Você já ouviu falar que no frio o carro demora mais para “pegar”? Os carros modernos apresentam cada vez menos este problema e as baterias modernas também atendem cada vez mais a essa necessidade. Mesmo assim, em baixas temperaturas o sistema elétrico como um todo requer mais energia nas partidas, ou seja, uma grande descarga em ampères (Ah) para fornecer corrente de partida ao motor de arranque. O número CCA (Cold Cranking Ampères) normalmente estampado na etiqueta do produto significa a capacidade que a bateria tem de descarga em ampères a uma temperatura de –18ºC. Quanto maior o número de CCA, maior a sua capacidade de descarga.

A norma SAE mede a descarga em ampères que uma bateria totalmente carregada manterá durante 30 segundos a uma temperatura de –18ºC sem que a tensão entre os pólos caia abaixo de 7,2volts.

Veja algumas dicas importantes que ajudam a conservar a bateria:

- Dê partidas curtas entre 5 e 7 segundos.

- Sempre que ligar o veículo procure mantê-lo em funcionamento por pelo menos 20 minutos para que nesse período a carga da bateria perdida durante a partida, seja totalmente recomposta.

- Não deixe luzes, rádio ou qualquer equipamento ligado quando o veículo não estiver em funcionamento.
- Uma bateria descarregada pode ser identificada por dificuldade de partida, luzes fracas, problemas causados por regulador de voltagem desregulado, correia frouxa ou fio de terra solto.

- Lembre-se que a constatação de defeito só é possível por meio de equipamentos que testam todos os elementos da bateria.

- Não aceite que testem sua bateria com cabos, fechando o curto-circuito entre os pólos. Este procedimento, além de ser enganoso, pode prejudicar a bateria, fazendo-a ferver, o que não caracteriza defeito.

- Se desejar instalar qualquer opcional elétrico não original, verifique antes se poderá haver um comprometimento do sistema elétrico. Após essa verificação, assegure-se que a bateria atual é compatível com a nova demanda elétrica. As duas verificações podem ser feitas numa rede autorizada e no seu auto-elétrico de confiança.

- Evite o uso prolongado de equipamentos eletrônicos como rádio e DVD com o veículo desligado. O consumo excessivo poderá descarregar a bateria.

- Faça revisões periódicas do sistema elétrico do veículo (alternador, motor de partida, regulador de tensão, cabos e terminais) em uma oficina de sua confiança. O mal funcionamento de algum destes itens compromete a vida útil da bateria automotiva, podendo gerar sobrecarga, fuga de corrente, e outros fatores que prejudicam diretamente a bateria.

- Evite ligar e desligar o veículo muitas vezes durante o dia sem intervalos suficientes (20 minutos pelo menos) para a recomposição da carga da bateria. Isso é muito comum em táxis.

Para saber o modelo correto de bateria para o seu veículo, consulte o manual do fabricante ou confira nos catálogos dos produtos disponíveis em lojas especializadas no produto. Conhecer o ano e modelo do veículo são itens essenciais para a aplicação da bateria adequada.  Cada modelo de bateria terá uma amperagem correspondente e pela amperagem o aplicador fará a substituição. Lembre-se: nunca aplique bateria com amperagem inferior e informe ao aplicador se foram instalados acessórios elétricos opcionais no veículo.

Desde 1999 quando entrou em vigor a resolução nº 257 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, o fabricante é obrigado a proceder à coleta das baterias chumbo-ácido esgotadas e inutilizadas para dar a destinação ambiental correta aos rejeitos tóxicos desses produtos. Por isso, você deve entregar a bateria esgotada a qualquer estabelecimento em que o produto é comercializado para que a bateria retorne ao fabricante. Assim, você contribui para a preservação do meio ambiente.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Quando limpar os bicos injetores do motor?

É realmente necessária a limpeza dos bicos injetores dos automóveis de passeio? Muitas pessoas dizem que não. O manual do carro não cita isso, mas sempre que vamos ao mecânico e falamos sobre manutenção, como troca de velas, filtros e outros itens.

Não existe um prazo estabelecido para se fazer a limpeza dos bicos de combustível - a maioria das montadoras não prevê a manutenção preventiva desse componente. A necessidade ou não do serviço vai depender dos cuidados dados ao automóvel. Geralmente, não é preciso, desde que o dono do carro mantenha a manutenção do veículo em dia (seguindo as recomendações de fábrica) e use sempre combustível de boa qualidade.

O serviço só deve ser executado se, depois de checados todos os outros itens dos sistemas de ignição e de alimentação (como velas, cabos de velas, bomba elétrica, filtros, sistema de ignição, sensores eletrônicos etc.), o carro apresentar os seguintes sintomas: engasgos frequentes, consumo excessivo, perda de potência e dificuldade na partida a frio.

Qualidade da gasolina

As gasolinas adulterada e envelhecida - caso de pessoas que enchem o tanque a cada abastecida e rodam muito pouco com o carro - estão entre as principais causas de entupimento no sistema de alimentação. O uso frequente de produto batizado - em que o solvente é misturado ao combustível - dissolve a camada interna de borracha das mangueiras e libera resíduos que vão se alojar nos bicos injetores, obstruindo os pulverizadores.

Já a gasolina velha, que fica muito tempo parada no tanque, cria uma película de goma, que também se aloja nos bicos, e “cola” a válvula injetora, reduzindo a passagem do combustível para os cilindros. Esse tipo de problema é mais difícil de acontecer com o álcool (no caso dos carros Flex), que costuma ser batizado com água. Mas isso não quer dizer que esteja livre disso, explica o engenheiro Wilson Ferreira, da oficina Manauto, da zona oeste de São Paulo.

Em ambas as situações, os bicos deveram ser desmontados, limpos, e ter a sua vazão equalizada.

Para evitar panes desse tipo, abasteça sempre com gasolina de boa qualidade (se possível, do tipo aditivada), em postos conhecidos e de bandeiras confiáveis.